domingo, 27 de março de 2011

Descalça.

Quando meus medos me abandonaram,
minha alma descalça pisou cacos de saudade
e meus pés feridos sangraram angústias inúteis.

Foi então que a vida me encontrou.

Devolvi a capa de sonhos,
o par de óculos azuis, os anéis, as alianças,
as luvas que guardaram afagos...

Vencidos os moinhos de vento,
despi a armadura enferrujada,
prendi Rocinante à linha do horizonte
e parti.
"Eu sei de muito pouco. Mas tenho a meu favor tudo o que não sei e - por ser um campo virgem - está livre de preconceitos. Tudo o que não sei é a minha parte maior e melhor: é a minha largueza. É com ela que eu compreenderia tudo. Tudo o que não sei é que constitui a minha porção melhor ...
CLARISE LISPECTOR

“Não há no mundo amor e bondade bastantes para que ainda possamos dá-los a seres imaginários.” Nietzsche

Por enquanto sou grande demais para me preocupar, nobre demais para ter raiva, forte demais para temer as vicicitudes do caminho. Sou feliz demais para permitir a presença de grandes problemas.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quando eu tinha 5 anos, minha mãe sempre me disse que a felicidade era a chave para a vida. Quando eu fui para a escola, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Eu escrevi “feliz”. Eles me disseram que eu não entendi a pergunta, e eu lhes disse que eles não entendiam a vida.

John Lennon

domingo, 20 de março de 2011

O TEMPO.

Na hora da saudade, da tristeza, do desamparo, é com ele que contamos: o TEMPO.
Queremos dormir e acordar dez anos depois curados daquela idéia fixa que se instalou no peito, aquela obsessão por alguém que já partiu de nossas vidas.
No entanto, tudo o que nos invadiu com intensidade, tudo o que foi realmente verdadeiro e vivenciado profundamente não passa.
Fica.
Acomoda-se dentro da gente e de vez em quando cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência.
O grande segredo é não se estressar com este inquilino incômodo, deixá-lo em paz no quartinho dos fundos e abrir espaço na casa para outros acontecimentos .